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Apicultores de Monsenhor Tabosa esperam colher 33 toneladas de mel em 2020

Página Aberta – Informação e Realidade

 Algaci Abreu, presidente da Associação de Apicultores. Foto: André Gurjão


Os produtores de mel em Monsenhor Tabosa (CE), estão animados com a safra do produto para esse ano de 2020, e acreditam que terão uma colheita expressiva, em torno de 33 toneladas.

Mesmo com a crise econômica da COVID-19, à produção e comercialização de mel no município se mantém firme através das 62 famílias beneficiadas pelo Projeto São José.

Embora as vendas tenham ficado mais difíceis com a pandemia, os apicultores da Associação Taboense de Apicultores (ATA) vendem parte da produção para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), enquanto outros ainda garantem um incremento a mais com entregas pelo sistema drive thru.


Colheita


“Quando saímos para colher o mel, não vamos mais em grupos de cinco ou seis pessoas: cada um colhe com a família, para evitarmos as aglomerações”, esclarece Algaci Abreu, presidente da associação dos apicultores. Além disso, o produto é recolhido com todo cuidado na Casa de Mel, com uso de máscaras e troca de roupas, na chegada e na saída, e a higiene pessoal foi reforçada com a reforma do equipamento pelo Projeto São José e a instalação de banheiros para os associados.

Para 2020, a estimativa da associação taboense é colher 33 toneladas, oito a mais em relação ao ano passado (+32%), com apenas mais uma última colheita para acontecer em setembro. “Algumas pessoas também estão envasando o mel em casa, anunciam nas redes sociais e os clientes vão lá pegar na porta. Nem todo apicultor faz isso, muitos deles não querem visitas, mas estão vendendo bem!”, exclama Algaci, citando o mel como um alimento de reforço da imunidade.


Casa de Mel


O apoio da Secretaria do Desenvolvimento Agrário veio através de um investimento de R$ 462.978,56, para a construção da Casa de Mel e aquisição de 170 colmeias e de equipamentos como garfos desoperculadores e mesa desoperculadora, além da prestação da assistência técnica. Além disso, o São José também assegurou a aquisição de equipamentos de proteção individual, macacões, fumegadores e botas, que garantem a realização da colheita de maneira segura para o apicultor.

“Só conseguimos vender o nosso produto para as compras governamentais porque o São José nos ajudou a receber o Selo de Inspeção Municipal”, reconhece Algaci Abreu. “Muitos apicultores, quando receberam as colmeias, não sabiam como realizar o manejo correto e o projeto nos proporcionou isso trazendo cursos, treinamentos e assistência técnica para aqueles que não possuíam um conhecimento profundo”.

Página Aberta – Informação e realidade
Com Secretaria de Desenvolvimento Agrário – SDA.

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