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Camilo Santana inaugura escola indígena em comunidade rural de Monsenhor Tabosa

Página Aberta – Informação e Realidade

A Escola Indígena Aba Katu, que significa “índio bom”, pertencente à etnia Tabajara, foi inaugurada nesta quinta-feira (30), pelo governador Camilo Santana, pela secretária da Educação Eliana Estrela e pelo prefeito de Monsenhor Tabosa, Jeová Madeiro. A escola que fica na comunidade de Rajado, distante 10 km da sede, recebeu investimento de R$ 2 milhões, oriundos dos governos Estadual e Federal, para construção, mobiliário e equipamentos.

Durante a solenidade de inauguração, os índios receberam a comitiva do governador, seguindo as tradições indígenas, com muita música e danças tradicionais, celebrando a alegria e a prosperidade.

“Inaugurar uma escola indígena tem um simbolismo muito forte, porque o Brasil tem uma divida muito grande com os índios brasileiros. Além de inaugurarmos a escola, estamos fortalecendo uma luta que é das comunidades indígenas. Essa escola é fruto da luta de vocês, e um reconhecimento nosso, a luta ao trabalho, as tradições e a organização do povo indígena do Ceará, em especial de Monsenhor Tabosa”, disse o Governador.

O prefeito Jeová Madeiro disse que a inauguração da escola gera um sentimento de muita alegria, pois certamente vai contribuir para que o município possa melhorar ainda mais os índices educacionais.

Participaram ainda da solenidade, o secretário do Planejamento e Gestão Mauro Filho, o deputado estadual Jeová Mota, além de autoridades locais.


A Escola Indígena Aba Katu


O projeto arquitetônico é adequado ao cotidiano do povo indígena e dispõe de quatro salas de aula, laboratório de informática, biblioteca, dependências administrativas, salas de professores, cozinha e área específica para a prática de ações como danças tradicionais.

A Escola tem capacidade para atender até 480 alunos e oferece Educação de ensino Fundamental (anos iniciais e finais), além da Educação de Jovens e Adultos (EJA) de Ensino Fundamental (anos finais) e Médio.

A escola terá como diretora a professora Maria de Socorro Feitosa de Sousa Oliveira (Socorrinha Tabajara).

A unidade de ensino funcionava há 11 anos em uma casa doada como uma extensão de matrícula pertencente à Escola Indígena Povo Caceteiro, sediada na Aldeia Mundo Novo, no mesmo município. Neste período a escola era chamada de Anexo Rajado.

A Escola Indígena Aba Katu desenvolve o seu Projeto Pedagógico com o objetivo de revitalizar os princípios morais e éticos, implantando uma educação contextualizada e interdisciplinar com a arte do saber e do bem viver cultural. Para isso, usa teorias e práticas da agricultura familiar, voltadas ao desenvolvimento sustentável, cultural, tradicional, social, político, econômico e profissional.


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