Cidades

Monsenhor Tabosa realiza campanha de conscientização contra a violência sexual de Crianças e Adolescentes

Página Aberta – Notícia com Propósito
 Teatro de Fantoches contra a violência sexual infantil. Foto: Página Aberta


A Secretaria do Trabalho e Assistência Social (SETAS) através do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), do município de Monsenhor Tabosa/CE, desenvolve no período de 12 a 25 de Maio, um conjunto de ações integradas, alusivas ao Dia 18 de Maio – Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A iniciativa envolve profissionais de outros equipamentos da rede de proteção social e garantia de direitos como: CRAS, Conselho Tutelar e NASF.

A campanha está sendo realizada em escolas municipais, estaduais e indígenas da sede e zona rural, através de palestras, oficinas, entrevistas, distribuição de material informativo, etc. E, busca promover reflexão acerca do abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. Durante as palestras os profissionais esclarece que essa forma de violência também está presente no município de Monsenhor Tabosa.

“O equipamento vem trabalhando todos os anos a campanha alusiva ao Dia 18 de Maio, entretanto, esse ano, houve uma inovação na metodologia, que foi o Teatro de Fantoches contra a violência sexual infantil. Por meio do Teatro muitas crianças foram alcançadas com informações lúdicas. Esse foi um trabalho muito importante que pode fazer toda a diferença na vida delas” explica o coordenador do CREAS Dorismar Rodrigues.

“É muito importante para a criança reconhecer que muitas vezes o que parece uma brincadeira é na realidade uma tentativa de se aproveitar de sua inocência, e muitas vezes isso acontece dentro da própria casa, ações como essa contribui para proteger a infância e o seu pleno desenvolvimento”, enfatiza.

A campanha também conta com um instrumental de denuncias, onde é possível as pessoas anotarem informações sobre violência sexual ou outro tipo de violência e depositar em  urnas que são deixadas em algumas escolas. O equipamento CREAS tem serviços que intervêm no processo de violação de direitos, como orientação e apoio especializado e contínuo as vítimas.

Como parte das ações, na manhã de hoje, quinta-feira (18), os atores sociais envolvidos na Campanha, realizaram uma Blits Educativa no centro comercial de Monsenhor Tabosa. Na ocasião houve distribuição de folders, adesivos e exposição de faixas.

NÚMEROS QUE ASSUSTAM

No Brasil, em 2016, foram mais de 17 mil denuncias de violência sexual contra crianças e a adolescentes, desses casos, cerca de 14 mil foram de abuso sexual e 3.342 de exploração sexual. Estima-se que 500 mil criança e adolescentes são vítimas da exploração sexual no Brasil, a maioria delas tem entre 7 e 14 nos. Segundo especialistas, de cada 100 casos, apenas 7 são denunciados.

PORQUE DIA 18 DE MAIO?

O reconhecimento, pela Lei federal 9.970/00, do dia 18 de maio como Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes demarca uma conquista do país na luta pelos direitos humanos das crianças e adolescentes. É uma data simbólica, na qual a sociedade é lembrada a “não desviar o olhar, ficar atenta. Denunciar”.

A violência sexual praticada contra criança e adolescente é uma violação dos Direitos Humanos, em especial do direito à vivência sadia da sexualidade. Assim, dar atenção especial para o dia 18 de maio e envolver todos – família, escola, sociedade civil organizada, governos, instituições de atendimento, mídia – com o compromisso de fazer a nossa parte no enfrentamento da violência sexual é promover as condições para o desenvolvimento digno e feliz da sexualidade de crianças e adolescentes.

Esse dia foi escolhido, porque em 18 de maio de 1973, em Vitória–ES, um crime bárbaro chocou todo o país e ficou conhecido como o “Crime Araceli”.  Esse era o nome de uma menina de apenas 08 anos de idade, que foi raptada, drogada, estuprada, morta e carbonizada. O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes vem manter viva a memória nacional, reafirmando a responsabilidade da sociedade brasileira em garantir os direitos de todas as crianças e adolescentes.

Redação: Página Aberta

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