
A Caixa Econômica Federal vai utilizar os dados do cadastro biométrico de eleitores do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para evitar fraudes nos pagamentos de benefícios previdenciário, do Programa Bolsa Família e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Essa tecnologia do cadastro biométrico permiti a segurança do cidadão ao identificá-lo pela impressão digital.
De acordo com Joaquim Lima, vice-presidente de Tecnologia da Caixa, futuramente será possível sacar os benefícios sem utilizar senha e cartão, vai ser somente por meio digital, porque muitos beneficiários perdem a senha ou tem outra pessoa para sacar o seu benefício.
O presidente da caixa destacou que processo vai ser agilizado para garantir um maior controle do pagamento de benefícios. A Caixa é responsável pelo pagamento de 12 milhões de benefícios do Bolsa Família.
Fortaleza tem um projeto piloto de uso da digital para os pagamentos do Programa Bolsa Família. As cidades de Luziânia e Formosa, em Goiás, também participam do teste.
Em compensação ao recebimento dos dados do TSE, a Caixa vai fornecer 500 equipamentos aos tribunais regionais eleitorais (TREs) para que seja feito o cadastramento biométrico dos cidadãos.
Ricardo Lewandowski, presidente do TSE, disse que nas eleições de 2010 o cadastro biométrico foi feito em cerca de 1 milhão de eleitores e para as eleições municipais de 2012, a expectativa é mais 10 milhões de eleitores cadastrados.
Espera-se que em 2018 cerca de 150 milhões de eleitores estejam no cadastro biométrico. Os eleitores cadastrados pelos TREs serão repassados à Caixa e será priorizado o cadastramento de quem recebe o benefício pago pelo banco.
O recadastramento feito pelos tribunais também será o primeiro passo para o Registro de Identidade Civil (RIC) – documento único que substituirá a carteira de identidade, o CPF e o título de eleitor, entre outros – a ser emitido, em futuro próximo, pelo Ministério da Justiça.