
Policiais Civis permanecem em greve no Ceará. Agreve já dura 4 dias, das 40 delegacias do estado 50 estão com as atividades paralisadas. O impasse entre o governo do Ceará e os policiais militares do estado foi solucionado, agora os policiais civis aguardam uma resposta às reivindicações da categoria. Essa é a terceira paralisação desde julho de 2011, segundo o secretário-geral do Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Ceará (Sinpoci).
A diretoria do Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Ceará (Sinpoci) já esteve reunida com delegado-geral da Polícia Civil - Luiz Carlos Dantas e com o secretário de Segurança Pública - coronel Francisco Bezerra, com a mediação do presidente da OAB no estado, Valdetário Monteiro, na tentativa de um acordo mais até o momento não houve entendimento sobre o fim da greve.
No Ceará, há cerca de 1,8 mil policiais civis na ativa, eles reivindicam remuneração inicial equivalente a 60% do valor pago a delegados, que recebem R$ 8 mil assim que entram na carreira. Atualmente, o salário é cerca de R$ 2 mil. Também pedem o fim da exigência de nível superior para promoções, a adoção de horas extras e a não punição administrativa dos que participam das manifestações, o que já teria ocorrido com 199 deles, que tiveram salários descontados em outras paralisações.
Policiais dizem que querem a mesma atenção obtida por militares às reivindicações - Na mesma noite em que policiais militares e bombeiros do Ceará entravam em acordo com o governo para dar fim à paralisação que já durava 6 dias, policiais civis resolveram entrar em greve. A categoria quer a mesma atenção dispensada aos policiais militares. diz Ernane Leal, secretário-geral do Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Ceará (Sinpoci).
“Com a Polícia Militar houve negociação com cinco dias de greve e nós, com quatro meses, não fomos ouvidos”, disse Leal à imprensa, acrescentando que a categoria achou justa a conquista dos policiais militares e bombeiros. “O governo, em nenhum momento, nos indicou uma contra-proposta, não nos recebeu.”
Segundo Leal, o primeiro período de greve teve início em 2 de julho e terminou em 3 de agosto, quando a paralisação foi suspensa para negociação. Na ausência de diálogo, os policiais civis pararam novamente em 15 de outubro, voltando ao trabalho dois meses depois, após a greve ter sido considerada ilegal pela Justiça do estado. Leal disse que, na época, a categoria trabalhou com 30% do efetivo e escala de atendimento ao público nas delegacias. Agora, entretanto, a promessa é de greve geral no estado.
Dorismar Rodrigues