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Meio Ambiente
Postado em: 11/01/2012 às 22h20| Visitas:
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Cearense divulga forno de papel e mostra sua utilidade no preparo de alimentos com ajuda do sol
O professor que divulga o forno diz que é comum que as pessoas duvidem do funcionamento do equipamento, mas depois as pessoas ficam “admiradas” com o resultado.

O professor de química e educador ambiental Lúcio Galvão percorre zonas rurais do sertão do Ceará ensinando a construir um forno solar, capaz de cozinhar sem uso de lenha ou gás. O forno é feito de plástico, madeira, papelão e papel alumínio. De acordo com o professor, o custo para montar o equipamento fica em torno de R$ 15, mas o invento pode ser feito também com material encontrado em casa.

 

O fogão caseiro funciona usando o princípio do efeito estufa. A luz entra no forno por meio do plástico e fica retida interior na forma de calor, explica Galvão, professor da Universidade Estadual do Ceará. “Ele faz todos os tipos de cozido, só não torra nem frita”, diz.

O tempo para cozinhar no forno solar é mais longo que no forno a gás ou a lenha. “Mas a pessoa vai ficar livre de ficar mexendo a panela. Enquanto a comida está cozinhando, dá para ler, fazer outra coisa e ter certeza de que a comida não vai queimar”, diz. O feijão, por exemplo, leva meia hora para ficar pronto usando uma panela de pressão, enquanto, que, no forno solar, são cerca de duas horas.

O professor que divulga o forno diz que é comum que as pessoas duvidem do funcionamento do equipamento, mas depois as pessoas ficam “admiradas” com o resultado. “Ele chega a uma temperatura de mais de 100º C”, afirma.

Vantagens

Lúcio Galvão diz que o forno a lenha, comum na região dos Inhamuns, no Ceará, gera muito dióxido de carbono, apontado pelos cientistas como o principal causador do aquecimento em escala global. Ainda conforme o professor de química, o ambiente das cozinhas com fumaça exalada pelos fogões tradicionais causa irritação aos olhos e coriza.

Dificuldade

O professor viaja por várias cidades do Ceará divulgando o uso do forno solar. Segundo Galvão, a maior dificuldade para que as pessoas desenvolvam o próprio fogão é por uma questão cultural. “As pessoas acham que comida exposta ao sol faz mal. Mas o que faz mal é o alimento exposto à temperatura ambiente. No forno solar, a temperatura passa dos 100º C, e não há micro-organismo patogênico que resista a essa temperatura.”

Ele também realiza oficinas em cidades do interior do Ceará e ensina a fazer o próprio forno. As oficinas duram dois dias. No primeiro, Galvão explica o funcionamento do equipamento; no segundo dia, as pessoas aprendem a fazer o próprio forno.

Fonte: G1/CE



 
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